Eu tinha uma enorme dificuldade em desapegar, seja de alguém ou de algo. Para mim, o que eu conquistei, fácil ou não era meu, e deveria ser sempre assim. Não era egoísmo, era só insegurança de ficar sem nada. Eu sei que aos olhos externos isto é ridículo, mas parecia certo para mim.
Mas aí, um dia, eu percebi que o que eu mais protegia era o primeiro a deixar de ser meu. E o que eu deixava a mercê de ir ou não ficava por mais tempo. Mas das duas formas, partiam. Aprendi de uma forma um pouco dolorosa a desapegar, a olhar nos olhos e não ter vontade de possui-los, a tocar sem querer agarrar, a ter sabendo que poderei perder. Geralmente eu me sentia incompleta depois de perder, como se eu não fosse conquistar nada melhor, como se fosse um pedaço de mim perdido.E hoje, eu já sei que tudo pode ser substituído. Que a vida baseia-se nisso de renovar sempre. Seja com coisas, pessoas, e principalmente sentimentos.
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