O grande problema é sempre essa saudade de você. Mas não a saudade de algo que senti, que toquei, ou que sei explicar. Saudade do que nunca possui, saudade de você. Engraçado é que dias e noites se passaram, amanheceu e choveu nesse eu e você. Eu nem ousaria a dizer nós, só para não precisar sentir mais uma lágrima escorrer. É tão estranho como quanto mais perto estou de você fisicamente mais longe te sinto. Seu sorriso, o espelho da alma, é tão indiferente a nós.. é tão feliz sozinho, tão auto suficiente. E o meu é tão necessitado de você, tão sem brilho. Injusto mesmo é essa balança entre o que eu vejo e o que você enxerga. Essa balança que pesa tanto amor para meu lado, e tanta liberdade do seu. Até quem me vê passar pelos corredores sabe que é você, eu não preciso dizer, tá nos meus olhos.. na maneira como te procuro entre a multidão.
A grande saudade mora aqui ó, bem aqui dentro de mim. Saudade do que ainda tinha antes de você chegar e arrancar, do tempo que ví passar de forma inútil, dos minutos que deixei de aproveitar. Eu queria um tempo, não sei necessariamente o quanto seria necessário, para gravar seu rosto na sua mente, só pra sentir você aqui perto de vez enquanto. Talvez não tenha que ser mesmo, mas eu quero tanto. Talvez não tenha que ser mesmo, mas eu amo. E quem ama cuida, mas cuida de quem? Porque se eu cuido de você é um pedaço de mim que vai embora.
Nenhum comentário:
Postar um comentário