Eu costumo te chamar de "baby", é porque eu gosto de me sentir maior que você para ver se você se aconchegue em mim. Eu costumo tremer até o dedinho do pé quando estou perto de você porque não consigo saber se estou certa. Eu olho nos seus olhos para ver se acho algo dentro deles que te traga mais perto de mim. Eu não sei, de vez enquanto bate um paixão avassaladora e em outras vezes um carinho vem e me balança de forma suave. Eu sinto que por mais que seja meu desejo não consigo ser suficiente e suprir você. Eu fico tentando descobrir em qual beco da vida eu vou ter que me enfiar para lhe surpreender. Eu fiquei tão boba depois que te conheci que fico rindo até quando você está imóvel sem me perceber olhando para uma tela qualquer. Eu acho tão bonito quando você sorri, tão "baby". Eu acho tão bonito seu sorriso, seu olhar, seu toque, seu andar, até o jeito que você diz "oi" e mesmo assim não sei nada de você. Você é como o oceano, conheço o que todo mundo conhece mas não faço ideia do que tem lá no fundo. Eu queria mesmo que você me permitisse mergulhar no seu mundo, em você, nesse corpo de menino, nesse olhar de moleque e nesse coração acorrentado. Como diria meu querido Caio Fernando Abreu: É tudo um risco, eu pulo, se você me der a mão.
Eu perdi as contas de quantas vezes escrevi "eu", quando na verdade é tudo sobre você.

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